O FILHO QUE VIROU A PRÓPRIA MÃE (Falecida) para não perder a pensão: o escândalo que chocou uma cidadezinha italiana
Imagine só: uma idosa de 82 anos some do mapa, mas continua “vivinha” nos registros do INPS, recebendo direitinho a aposentadoria do marido falecido e mais umas rendinhas de imóveis. Três anos se passam, e ninguém desconfia. Até que chega a hora de renovar a carteira de identidade — e aí o plot twist acontece.
Era novembro de 2025, na pacata Borgo Virgilio, pertinho de Mântua, no norte da Itália. Um homem chega à câmara municipal todo arrumadinho: peruca castanha curta no estilo da mamãe, maquiagem pesada (batom, rímel, base caprichada), brincos de argola, colar de pérolas, camisetinha florida anos 70, e até verniz nas unhas. Ele se arrasta devagarinho, como quem tem dificuldade de locomoção, e anuncia: “Sou Graziella Dall’Oglio, vim renovar meu documento.”
A funcionária da anagrafe olha, pisca, olha de novo. Mãos grandes demais, pele jovem demais, pelos visíveis no pescoço e no queixo apesar da maquiagem grossa, voz grave disfarçada… Não cola. Ela avisa os colegas, chamam o prefeito Francesco Aporti, e a polícia entra em cena na hora. O “disfarce” desmorona rapidinho: era o filho dela, um ex-enfermeiro desempregado de cerca de 56-58 anos (as fontes variam um pouquinho na idade exata), filho único e sem outros parentes por perto.
Levado para interrogatório, o homem confessa tudo sem rodeios: a mãe, Graziella, morreu em 2022, mas ele não comunicou o óbito. Em vez disso, escondeu o corpo mumificado em casa — embrulhado em lençóis e sacos, guardado num armário da lavanderia ou na cantina, preservado de um jeito macabro que só a falta de umidade da região ajudou. Assim, continuou sacando a pensão dela todo mês, além de outros benefícios e aluguéis de imóveis da família. O montante total da fraude? Cerca de € 53 mil em três anos (algo na casa dos R$ 300 mil na cotação atual, dependendo do câmbio e dos juros acumulados — não era R$ 300 mil por ano, mas o total somado que viralizou assim nas redes).
A polícia foi até a casa e encontrou o corpo da idosa, que virou prova principal do caso. O filho foi preso na hora e responde por crimes pesados: ocultação de cadáver, fraude contra o Estado (truffa aggravata ai danni dello Stato), falsidade ideológica e usurpação de identidade. Ele dirigia até o cartório vestido de Graziella (mesmo ela nunca ter tido CNH), e as câmeras do estacionamento flagraram tudo.
Vizinhos? Chocados. “Era um homem quieto, vivia sozinho com a mãe, ninguém imaginava”, contam alguns. A imprensa italiana apelidou de “o caso Psycho” ou “Mrs. Doubtfire macabro”, comparando ao filme do Robin Williams — só que sem graça nenhuma e com final na cadeia.
O que leva alguém a ir tão longe? Desespero financeiro, solidão, apego doentio? Ninguém sabe ao certo ainda. Mas uma coisa é fato: a pensão parou de cair, o corpo foi removido, e o filho agora vai ter que explicar para a Justiça italiana como achou que isso ia durar para sempre.
Fim da novela italiana — ou melhor, começo do processo. Quem diria que uma renovação de RG ia desmascarar um esquema de três anos? 😱