👺 O sionismo de Hitler
👉Um texto do historiador Mark Weber
👉 Quando os antissemitas, ou mais propriamente, os inimigos dos judeus, notaram, depois de jogar contra eles ao longo da história várias perseguições, mesmo as mais sangrentas, que não haveria como se livrar de seu odiado, eles então tentaram uma nova estratégia: o sionismo.
👉 O nacionalismo surgiu na Europa como uma forma de emancipação coletiva dos povos e ofereceu um método “interessante” de segregação. Os judeus seriam identificados como um povo diferente, “o povo judeu” e, como tal, seriam discriminados. Não seria parte das nações que estavam nascendo.
👉 Muitos judeus protestaram e denunciaram esse plano. Eles queriam se integrar às nações nascentes, eles se identificaram com as idéias libertadoras que estavam soprando ao vento da época. Mas suas vozes foram gradualmente engolidas porque a aliança destrutiva do anti-semitismo com o sionismo já havia sido selada. Era a arma final que seria usada contra eles; o mais mortal, porque funcionaria como uma bomba-relógio progressiva que os atacaria de dentro.
👉 O sionismo político nasceu no século XIX a partir de uma reflexão de Teodoro Hertzl (1860-1904) sobre o “caso Dreyfus”, um militar judeu francês que foi injustamente acusado de traição, aparentemente por motivações antissemitas.
👉 Hertzl argumentou que os antissemitas estavam de alguma forma certos, e que os judeus eram um povo distinto que não pertencia à nação em que viviam. Mesmo que eles já vivessem dentro dele por muitas gerações atrás, algum fenômeno especial marcou o judeu como diferente.
👉 Não era religião (o próprio Hertzl não era de todo religioso), nem a cultura, porque muitos judeus perseguidos compartilhavam e se identificavam com a mesma cultura das nações onde viviam. Na realidade, ao propor o sionismo político, Hertzl estava aceitando a tese de seus supostos inimigos, o antissemita. Eu estava aceitando o preconceito discriminatório como realidade. Ele adotou, por assim dizer, o velho ditado “se você não pode com seus inimigos, junte-se a eles”.
👉 Por esta razão, não é uma surpresa notar que o próprio Hitler, que desconfiou profundamente dos judeus e fundou o nazismo, uma ideologia de supremacia racial segregacionista de forte viés antissemita, e que levou a um dos piores massacres de judeus da história, tem apoiado decisivamente o sionismo e a construção do Estado de Israel em seus primórdios como governante da Alemanha.
👉 Sim: Hitler, considerado talvez o pior inimigo dos judeus pela maioria dos historiadores, até mesmo negociado diretamente com os sionistas, trocou cartas e colaborou ativamente com eles, como evidenciado pelo artigo do historiador Mark Weber, transcrito abaixo. E não é necessário lembrar a maior contribuição de Hitler para o sionismo através dos massacres que ele e seu regime lidaram com os judeus da Europa.
👉 Sabe-se que a decisão da Organização das Nações de apoiar decisivamente a partição da Palestina em 1947 e a criação de um Estado judeu foi diretamente influenciada pelos horrores do Holocausto nazista.
👉 Com isso, Hitler tornou-se o maior colaborador do sionismo da história, deixando os maiores detratores do sionismo na época, que não eram poucos, mesmo dentro do judaísmo, mudos. O Holocausto nazista contribuiu para a conversão maciça ao sionismo, tanto dos judeus quanto de outras ascendências.
👉 O sionismo, na minha opinião, é decididamente uma forma de anti-semitismo. O pior, porque destrói o judeu de dentro. Corrompe-o, distancia-o da sua essência humana, porque, como ideologia, é um conjunto de falácias destinadas a confundir e substituir o ser, a condição do homem natural, por uma condição fictícia: a de um membro de uma seita, a seita sionista.
👉 O sionista é aquele que sucumbe à teoria antissemita, que não se baseia em nada além da ignorância, e que é assumida como um perseguido que justifica, como Herzl fez, essa perseguição porque se acredita diferente.
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