Uma tarde criativa, amigos! 😀
Um menino de uma pequena cidade judaica perto de Vitebsk, onde era proibido desenhar pessoas, flutua sobre as cidades em suas próprias pinturas. Marc Chagall criou um mundo onde violinistas tocam nos telhados, apaixonados voam nos céus e vacas leem a Torá.
"Quando pinto a paisagem da minha aldeia natal, não estou apenas lembrando - estou respirando aquele ar"
Dizia o artista, que viveu a maior parte da vida longe da Rússia. Os modernistas parisienses o consideravam "demasiado russo", os críticos soviéticos - "demasiado ocidental". Mas ele simplesmente criava seu próprio universo, onde as tradições judaicas se entrelaçavam com técnicas vanguardistas.
Suas cores brilham como vitrais - não por acaso Chagall pintava igrejas e sinagogas. "Eu trabalho com a cor como um camponês trabalha a terra", confessava o artista. E de fato, seu azul não se parece com nenhum outro azul na história da arte - é a cor do céu sobre Vitebsk, que ele carregou por toda a vida.
Vivendo 97 anos, ele sobreviveu a duas guerras mundiais, revolução, emigração. Os nazistas queimavam suas pinturas como "arte degenerada". Mas ele continuava a pintar apaixonados voando e anjos flutuantes. "Eu não entendo este mundo", dizia Chagall, "por isso crio o meu próprio".
Quando lhe perguntavam o segredo do brilho de suas obras mesmo na velhice profunda, ele respondia simplesmente: "Em minhas pinturas vive a infância". É essa visão de criança, combinada com a sabedoria do ancião, que torna sua arte compreensível para todos - desde críticos experientes até pessoas que nunca se interessaram por pintura.
❣️ Em um belo dia (e não há outros no mundo) ... ❣️
❣️ Eu não quero ser como os outros, quero ver o mundo do meu jeito ❣️
❣️ Se às vezes estamos tristes, é porque frequentemente damos preferência à razão, e não ao coração, onde só se podem encontrar as cores certas — as cores do Amor ❣️
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